Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 1 a 2% da população mundial é portadora de algum tipo de glaucoma. Essa doença pode ser considerada a principal causa de cegueira irreversível no Brasil e no mundo. O que muitas pessoas não sabem é que em grande parte, essa situação poderia ser evitada. Entenda!

O que é o Glaucoma?

O glaucoma é uma enfermidade crônica e degenerativa do nervo óptico, na maioria das vezes associada ao aumento da pressão intraocular (medida que indica a pressão no interior do olho).
Essa doença provoca piora do campo visual e faz com que a pessoa perca a visão progressivamente até ocasionar a cegueira irreversível.

Quem é acometido pelo Glaucoma?

A idade avançada eleva os riscos de acometer a doença. Normalmente, a incidência aumenta a partir dos 40 anos.

Pessoas portadoras de diabetes e catarata precisam de atenção redobrada.
O glaucoma também pode afetar bebês e crianças por motivos genéticos, e pessoas que fazem o uso de medicamentos com corticoides em sua composição de forma indiscriminada e sem acompanhamento.
Pessoas de etnia africana ou asiática também possuem maior incidência de desenvolver o glaucoma.

Porque o Glaucoma é a doença que mais causa cegueira?

O glaucoma é uma doença silenciosa, pois é assintomática em seus primeiros estágios. Ele se instala e progride com o passar do tempo, sem a pessoa perceber. Quando os primeiros sinais começam a aparecer – estreitamento do campo visual, por exemplo, – a doença já está em um estágio bem avançado.
A boa notícia é que isso pode ser evitado com exames e visitas regulares ao oftalmologista.

Como é feito o diagnóstico?

Como a maioria dos casos de glaucoma é do tipo assintomático, o diagnóstico da doença se dá na consulta oftalmológica de rotina. E alguns exames podem ser necessários, tais como:

Tonometria

Exame indolor que realiza a medida da Pressão Intraocular (PIO), que na maior parte dos glaucomas encontra-se elevada.

 

Paquimetria

É um exame simples e indolor para medir a espessura da córnea. É importante porque alterações em sua espessura, ou seja, mais grossa ou mais fina, falseiam o resultado da medida da pressão intraocular.

 

Campimetria Computadorizada

É um exame que produz um mapa do campo visual de uma pessoa, com a função de detectar e quantificar anormalidades, como o “estreitamento”. Auxilia no diagnóstico e acompanhamento da progressão do glaucoma, doenças neurológicas e outros.

 

CTD – Curva Tensional Diária

Realizado para o estudo do comportamento da pressão ocular durante o dia, o exame, consiste em diversas medidas da Pressão Intraocular (PIO) em diferentes horas do dia, com o objetivo de avaliar a variação da PIO. É indicado no diagnóstico do glaucoma e no monitoramento de seu tratamento.

 

Gonioscopia

Este exame avalia o ângulo da câmera anterior do olho, onde é realizada a drenagem do humor aquoso. É indicado no diagnóstico do tipo de glaucoma e o seu tratamento.

 

Retinografia

Técnica que fotografa a retina, o nervo óptico e o fundo de olho, possibilitando um acompanhamento seriado da evolução de lesões.

 

Tomografia de Coerência Óptica (OCT)

Técnica, não radioativa, que avalia as diversas camadas que compõe a retina e o nervo. De forma microscópica, consegue avaliar defeitos em diversas estruturas que possam estar relacionados com a progressão da doença.

Existe relação entre a PIO - Pressão Intraocular - e a pressão arterial?

Pressão intraocular considerada normal

De acordo com a maioria dos estudos, a Pressão Intraocular (PIO) considerada normal é entre 6 e 21 mmHg. No entanto, somente um oftalmologista especialista pode avaliar se a PIO está adequada ou não.

 

Existe relação entre PIO e pressão arterial?

São duas medidas de pressões diferentes. A PIO é utilizada para analisar a pressão nos olhos, exercida pelo humor aquoso (líquido que preenche a parte interna dos olhos); e a pressão arterial é exercida pela passagem de sangue dentro dos vasos sanguíneos.

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